Nutrição Animal

A VMG BIOENERGIA produz dois tipos de importantes de farelo de milho:

VMG NUTRIFORTE SECO – DDG com alto teor proteico especial para nutrição animal.

VMG NUTRIFORTE HIDRATADO – DWG com alto teor proteico e 60% de umidade, especial para nutrição animal de baixo custo.

A capacidade de produção instalada destes produtos é de 98.000 toneladas por ano.

Nos últimos anos, alavancado principalmente pelos preços das culturas de soja, milho e algodão, tem-se notado um aumento na utilização de outros ingredientes e subprodutos como forma de redução de custos, sem comprometimento do resultado final na produção de ração animal. Dentre várias alternativas, os resíduos de grãos provenientes da produção de etanol de milho surgem como candidatos à protagonista para essa categoria supracitada. Popularmente, estamos falando do “DDG” (Dried Distillers Grains, sigla em inglês cujo significado é “Grãos Secos de Destilaria”).

Apesar de ser um insumo relativamente novo no mercado brasileiro, os Distillers Grains – Grãos de Destilaria – estão presentes nos confinamentos norte-americanos há mais de 25 anos, como fonte energética em substituição parcial do milho, e sua utilização foi crescendo conforme aumento da oferta, em decorrência da elevação da produção de etanol de cereais nos Estados Unidos.

No Brasil, em meados de 2010, os Distillers Grains passaram a ser produzidos no Estado de Mato Grosso, em usinas de etanol que diversificaram suas operações além da cana de açúcar, processando grãos para a mesma finalidade. Entre 2013 e 2014, esse insumo começou a fazer parte de alguns confinamentos mato-grossenses em substituição ao farelo de soja – principal fonte proteica administrada nas dietas de bovinos – e não decepcionou. Atualmente, não somente o Mato Grosso, como também os Estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e outros estados da federação, têm tirado proveito desses coprodutos.

O DDGS melhora o desempenho e a eficiência em dietas baseadas em volumoso quando o substitui, se torna muito interessante sua inclusão na suplementação no pasto. Conforme esperado, em pastagem ele causa efeito de substituição, reduzindo o consumo da forragem. A inclusão de 2,3 kg de DDGS reduziu a ingestão de MS de forragem em 0,7 a 1,0 kg/d, em dois estudos com forragem temperada. Com nossas forragens tropicais de menor digestibilidade, esses valores devem são menores e essas altas taxas de substituição entre 30% e 40% não devem se repetir e, especialmente na seca, deve ser bem mais baixo.

Por tudo aqui exposto, sobre esse ingrediente (DDGs), com as expectativas de aumento de produção de etanol de milho, fica claro, que podemos esperar uma revolução no mercado, tanto de milho, como no de nutrição animal.

O impacto é muito positivo, especialmente integrando bem as cadeias de produção e aproveitarmos as sinergias entre elas. Ter coprodutos alimentares de milho que apresentam valor alimentar superior a ele e que “casam” bem com uso de volumosos e pastagem, são exemplos destas oportunidades para o Brasil pecuário e também o mundo.